Geysers del Tatio – Deserto do Atacama

O terceiro dia de viagem começou ainda de madrugada – a van passou para nos buscar as 4h da manhã. Isso porque são cerca de 3h de viagem até os gêiseres e porque o melhor horário para se ver com clareza os vapores é entre as 6h e 7h da manhã, quando o sol está nascendo. O grande problema disso é o frio desesperador (ao menos para uma carioca acostumada a temperaturas mínimas acima dos 30º C). Mesmo no verãozão, as temperaturas lá são negativas, o frio é de cortar mesmo, então não economizem nas roupas!

Este é mais um dos passeios lights do Deserto do Atacama, eu fui com meu All Star de todos os dias sem problemas, mas tem uns lugares do chão que ficam bem molhados, então é bom usar um sapato mais fechado.

Os Geysers del Tatio ficam a 4.320 metros acima do nível do mar, a 90km de San Pedro. São mais de 80 erupções ativas, o que faz dele o maior campo de gêiseres do hemisfério sul e o terceiro maior do mundo. Os vapores que saem dessas fendas no chão chegam aos 80º C e alcançam uma altura média de 75 cm, mas os maiores podem passar dos 6 metros [Fonte: Wikipedia]. O mais famoso é o que chamam de “Asesino“. Dizem os guias que a razão desse nome é que nos últimos 10 anos ele já matou 2 turistas que caíram lá dentro (alguns mais pessimistas dizem que foram 4).

Diferente dos gêiseres da Bolívia, os gêiseres do Atacama já têm a mão do homem. Você paga 5.000 pesos para entrar, mas vale o investimento, é tudo muito bem estruturado. Os gêiseres são todos muito bem demarcados (não corre o risco de você ser a terceira ou quinta vítima do Asesino) e tem até banheiro e estacionamento.

Pros mais corajosos, há uma piscina de águas termais bem quentinhas. O tempo máximo indicado para ficar lá dentro é de 15 min, devido a alta concentração de metais pesados. Eu me contentei em molhar as mãos 😛

No caminho de volta passamos por vários cactos gigantes e uma fauna sensacional.

Por último, uma parada de cerca de uma hora no pueblo Machuca – que não, não tem nada a ver com o filme. Trata-se de um pequeno povoado a mais de 4.000 metros de altitude com apenas 20 casinhas e uma igreja, tudo de adobe e palha. Parece que hoje em dia menos de 10 pessoas ainda moram de fato por lá. A cidadezinha virou um museu a céu aberto, atualmente é essencialmente explorada para o turismo. Parada obrigatória para se provar uma empanada, segundo eles, de queijo de lhama.

Ao meio-dia já estávamos de volta ao hostel. Tarde reservada para descansar para o próximo passeio ainda no mesmo dia – o Tour Astronomico.

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