Petrópolis, RJ – Roteiro detalhado – Parte 2

Roteiro detalhado do segundo e terceiro dias de viagem com descritivo das atrações, localizações, valores e links.

Aqui você vai ler sobre: Casa da Princesa Isabel, Museu Imperial, Palácio de Cristal, Cervejaria Bohemia, Um Sarau Imperial, Espetáculo Som e Luz e Rua Teresa.

Começamos o segundo dia pelo lado par da Avenida Koeller, em direção a praça. Logo em frente a pousada está a Casa da Princesa Isabel. Hoje é uma propriedade privada e por isso não está aberta a visitação, mas é possível visitar seus jardins. Seguimos pela calçada apenas observando os casarões, pois deste lado na rua não há mais o que visitar, apenar ler as placas nas fachadas para entender um pouco da história das famílias que viveram ali.

Seguimos pela Rua Imperatriz até o Museu Imperial de Petrópolis – a famosa residência de verão da Família Real.

Palácio Imperial [By Alexandre Machado [2], modified by Fulviusbsas, via Wikimedia Commons]

Palácio Imperial [By Alexandre Machado [2], modified by Fulviusbsas, via Wikimedia Commons]

Com o exílio da Família Real devido a Proclamação da República em 1889, o palácio permaneceu fechado por alguns anos, até ser alugado pela própria Princesa Isabel (única herdeira à época), ao Educandário Notre Dame de Sion. Depois ali funcionou o colégio São Vicente de Paulo. Com isso grande parte do mobiliário original e objetos pessoais da família foram vendidos ou desapropriados. Só passou a funcionar como museu em 1943, com acervo trazido de outros palácios e principalmente advindo de doações de colecionadores.

É um museu sobre como viviam os nobres do século XIX. Nem tudo ali dentro pertence à Família Real e a maioria dos móveis não é de fato daquela residência, vieram de outras propriedades da família no Rio de Janeiro. É uma exposição de artigos luxuosos da época. O que não quer dizer que se trate de uma atração “furada”, muito pelo contrário, o museu faz jus à fama. Só fiquei um pouco desapontada pois imaginava que fosse algo mais “focado”.

Tudo é absolutamente bem conservado, inclusive o chão, por isso é necessário calçar umas pantufas de pano para circular lá dentro. Não é permitido tirar fotos e entrar com bolsas. O passeio não se resume ao interior do palácio, num prédio anexo estão as carruagens da época. Os jardins também são um espetáculo à parte, com mais de cem espécies de árvores trazidas de várias partes do mundo (também mantém o projeto original), além das estátuas de membros da família. De terça a domingo, das 11h às 18h. Ingressos a R$10 a inteira e R$5 a meia.

Esse passeio nos tomou várias horas, sugiro fazê-lo com calma. A visita não é guiada, mas é tudo muito bem sinalizado.

De lá fomos almoçar no restaurante Massas Luigi, também na Praça Ruy Barbosa (quase ao lado do restaurante em que almoçamos na véspera). Não foi a refeição mais barata da viagem, mas também nada fora da realidade. Comida muito gostosa e atendimento excelente.

Seguimos pela Av. Roberto Silveira até o Palácio de Cristal. A estrutura de ferro e vidro foi um presente do Conde d’Eu a sua esposa – a Princesa Isabel, para cultivo de hortaliças.

Palácio de Cristal [By Roberto Tietzmann, via Wikimedia Commons]

Palácio de Cristal [By Roberto Tietzmann, via Wikimedia Commons]

Não há nada para se ver aí. É apenas uma estufa de vidro pequena numa praça. A entrada é gratuita e ele fica perto da cervejaria Bohemia. Como é no caminho, vale a visita. O fato realmente importante sobre o palácio é que nele houve a cerimônia de libertação dos últimos escravos de Petrópolis, com a presença da princesa. Terça a domingo, das 9h às 18h.

Na mesma rua fica a Cervejaria Bohemia. Atração muito interessante até para quem não curte a dita cuja (eu!). O museu é super tecnológico e todo interativo. A visita é guiada e conta a história da cerveja no mundo todo e o processo de fabricação desde os primórdios até agora, inclusive com visita ao prédio onde foi instalada a mais antiga fábrica de cerveja do Brasil, que mantém grande parte do seu maquinário para exposição. Terça a quinta, 13h às 16h30; sexta das10h às 16h30; sábados, domingos e feriados das 10h às 18h30. Ingresso: R$ 30 inteira e R$15 a meia. O ingresso inclui a degustação de duas cervejas. Dizem que é necessário marcar a visita pelo site ou telefone, eu cheguei lá na hora e entrei sem problemas.

Do lado de fora do museu há um bar da Bohemia e uma loja de souvenirs e cervejas especiais.

O Museu Imperial também tem algumas programações noturnas como o Sarau Imperial e o já famoso Espetáculo Som e Luz.

O Sarau Imperial acontece as quintas, sextas e sábados, às 18h30. São atrizes vestidas à caráter representando um encontro entre senhoras – entre elas a Princesa Isabel. Elas declamam poesias e cantam modinhas da época, numa conversa sobre os assuntos daquele tempo. Ingressos: R$14,00 (inteira) e R$7,00 (meia).

Em seguida, às 20h, começa o Espetáculo Som e Luz. Como o nome já diz, é um espetáculo de som e projeções nas paredes do palácio e numa cortina d’água de 6 metros de altura e eu só conseguia pensar no tanto de água desperdiçada que narra um baile da época, com várias vozes conhecidas. É mais uma atração recomendadíssima! Mais informações veja aqui e aqui. R$20 a inteira e R$10 a meia.

Dia 3

Como nosso terceiro e último dia acabava ao meio-dia, quando tínhamos que fazer o check-out da pousada (continuar na cidade até mais tarde era inviável, pois os estacionamentos privativos são caríssimos!), dedicamos a manhã a perambular pela famosa Rua Teresa, maior pólo de moda da cidade. Conhecida por ter uma variedade enorme de lojas e preços muito baixos, hoje a rua sobrevive só da fama. Não fui em alta temporada – o que deveria baratear, e não vi nada tão em conta assim. Se eu recomendo? A resposta é não. Se você for do Rio ou São Paulo vai saber do que eu falo: encontrei lá as mesmas peças que costumo encontrar no Saara (RJ) e na 25 de Março (SP). E os preços eram basicamente os mesmos. Subimos aquela rua inteira (que é enorme) e via as mesmas coisas se repetindo. Qualquer coisa mais diferente já encarecia, seguindo os preços das capitais. Enfim, nenhum diferencial.

Considero Petrópolis um dos principais destinos do Rio de Janeiro e para quem gosta de turismo histórico, um dos melhores do Brasil. Essa foi minha segunda visita à Cidade de Pedro e com certeza não será a última.

Ainda há muito o que se desvendar lá como a Serra dos Órgãos, a Cachoeira Véu da Noiva, a Bauernfest, … mas isso aí é papo para uma próxima viagem  😉

Anúncios

2 Respostas para “Petrópolis, RJ – Roteiro detalhado – Parte 2

  1. Pingback: Petrópolis, RJ – Roteiro detalhado – Parte 1 | Mochilão Improvisado·

  2. Pingback: Petrópolis, RJ – a “Cidade Imperial”. Quando ir, quanto tempo ficar e dicas de roteiros de até 3 dias. | Mochilão Improvisado·

Comentários

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s