Valle de la Luna – Deserto do Atacama

A agência foi pontualíssima e às 16h partimos numa van – sem ar condicionado – com mais outros 8 turistas.

O valor da entrada no parque é de 2.000 pesos chilenos.

O sol a essa hora era de rachar. No deserto o calor é bem diferente do daqui do Rio de Janeiro. Na sombra é fresco, você não transpira, não sofre, mas não consegue torrar debaixo do sol como aqui. Lá o sol arde e faz estragos muitos maiores por muito menos. Um casal de alemães que foi na van com a gente estava com os ombros em carne viva. Fiquei chocada ao ver pela janela pessoas entrando andando e de bicicleta (sem carro a distância é bastante razoável).

Valle de La Luna é o único dos passeios tradicionais do Atacama em que se faz algum esforço físico. É um sobe, desce, pula, agacha… mas nada desesperador. Aqui vos fala uma sedentária profissional. Cheguei ao final esbaforida, mas aguentando firme. Tinha gente bem pior que eu.

Esse é o passeio que tem mais a “cara” do deserto. Em minha humilde opinião, é o único que você NÃO pode deixar de fazer. É como ir a Foz do Iguaçu e não ver as cataratas ou ir a Cusco e não visitar Machu Picchu. Foi o que mais me impressionou pela natureza, pela beleza e pela imensidão.

Começa com uma longa caminhada, seguido de  uma subida pela areia para o “mirador”, onde se tem uma visão geral de tudo e onde o guia pára e fica uns 10 minutos explicando do que é feito, a história, etc.

Algumas pequenas escaladas, montanhas de cristal cobertas por areia e uma caverna. Voltamos para o carro e seguimos para o Valle de La Muerte (segundo o nosso guia, ele tem esse nome porque é tão seco que nada nasce ou sobrevive lá). Essa é uma parte “dura” do passeio. É um vento MUITO forte, é até difícil de andar contra ele. O Valle de La Muerte é visto de cima, mas o vento era tão forte que ficamos com medo de chegar muito na beirada, rs. Foi só posar pra foto e sair correndo.

Mais uma vez voltamos para o carro e terminamos no alto do mais tradicional ponto deste passeio, aquele da foto clássica, também conhecido como “a pedra do coyote” para uma vista impressionante e um pôr-dos-sol inacreditável.

(continua …)

Veja também:

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Uma resposta para “Valle de la Luna – Deserto do Atacama

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